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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Jorge Picciani mina aliança do PT com Eduardo Paes para colocar o filho na jogada

Ainda inconformado com sua derrota para o Senado, o ex-todo-poderoso da ALERJ, Jorge Picciani destila ódio por todo o lado. Na entrevista que concedeu domingo ao jornal O Dia, o pau mandado de Cabral ataca o PT preparando o terreno para o seu filho Leonardo Picciani ser vice de Eduardo Paes. Já prepara o lançamento de Cabral para o Senado em 2014 prevendo que em final de governo ele não terá condições de alçar nenhum vôo nacional. Picciani vai além faz uma análise das eleições segundo a versão que interessa ao PMDB e humilha o Partido dos Trabalhadores dizendo que o PT não merece apoio em cidade nenhuma, só faz duas exceções. Diz que ele é que manda no PMDB e até os “generais” terão que seguir as decisões que tomar. Mas vamos ao resumo dos principais pontos abordados pelo coronel Jorge Picciani, o “Rei do Gado”. 

Sobre o apoio a candidaturas do PT, Picciani só se compromete nos casos de Paracambi e Paraty: ”A questão do PT, se você pega cidade por cidade, é que não tem quadros”. 

Sobre a candidatura de Rodrigo Neves (PT) em Niterói: ”Esse Rodrigo Neves tenta puxar meu saco o tempo todo, só que o Cabral gosta e eu não gosto”. 

Sobre a candidatura de Sérgio Zveiter (PSD) em Niterói, diz que é amigo dele e da família e
que Cabral queria apoiá-lo. Mas afirma que disse a Cabral que como presidente do PMDB não tem nenhum compromisso com a candidatura de Zveiter. 

Sobre a possível aliança de Sérgio Zveiter (PSD) com Rodrigo Neves (PT), Picciani diz que
respeita a vontade pessoal de Cabral, mas “o governador não interfere nas questões
partidárias”. E acrescenta que não vai levar o PMDB ao suicídio. 

Sobre Lindberg afirma que ele vai ser candidato em 2014 e será derrotado porque Cabral vai eleger o sucessor seja ele qual for. Para Picciani, o senador Lindberg vai usar a campanha de
2014 para ficar conhecido, em 2018 tentará a reeleição para o Senado, para em 2022 aí sim
disputar pra valer o governo do Estado. E aproveitou para dar uma alfinetada: “”Lindberg foi
prefeito de Nova Iguaçu duas vezes, qual o quadro do PT que ele preparou?” 

Sobre Macaé, confirma que vai atropelar o sonho do secretário Christino Áureo (compromisso de
Cabral), que segundo Picciani, ele acha que é a “bola da vez”, mas não tem chance nenhuma.
Sobre a candidatura do deputado federal Dr.Aluízio (PV), que lidera as pesquisas em Macaé,
Picciani mostra seu estilo: ”Vamos ter que bater nele até virar pó” Aliás, outra pérola do seu estilo truculento ameaçando políticos do PMDB que não sigam suas orientações: ”Tem cidade que
você pode intervir, expulsar, mandar prender”. 

Sobre a candidatura a deputado em 2014, do filho de Marco Antônio Cabral, filho do governador,
Picciani defende a idéia ardorosamente dizendo: “Tem tudo para ser o puxador da legenda. Eu,
como presidente do partido, o quero como candidato”. Defende igualmente a candidatura de
Cabral ao Senado ou para vice-presidente. (Para o filho se candidatar, Cabral precisa se
deixar o governo em abril de 2014). 

É aqui que entra em cena a segunda parte do plano do Coronel Jorge Picciani. Na verdade
Picciani sonha mesmo é com Eduardo Paes sendo o candidato à sucessão de Cabral em 2014, porque
isso faria com que a prefeitura do Rio (no caso de vitória de Paes este ano) cairia no colo do
seu filho Leonardo Picciani.

O plano é minar de todas as formas a aliança do PT com Eduardo Paes para o aliado pular fora
do barco. Com isso poderia colocar seu filho Leonardo Picciani como vice de Eduardo Paes nas
eleições deste ano. No caso de Paes aceitar disputar a sucessão de Cabral, no fim de tudo, seu
filho seria o prefeito do Rio sem precisar de votos. 

Quem leu a entrevista percebeu claramente que o coronel Jorge Picciani quer aparentar que
continua sendo quem decide, o homem que faz e acontece e quem sair da linha sofrerá as
conseqüências. 

Mas guardei para o final a piada da entrevista. Picciani jura de pés juntos que não tem
nenhuma interferência no governo Cabral, nem na secretaria de Habitação, comandada por seu
filho Rafael Picciani, que substituiu o irmão Leonardo, muito menos na secretaria de Educação,
onde a empresa de seu sócio é que detém os contratos de aluguel de computadores e aparelhos de
ar condicionado? ”Para Cabral é bom ter aqui (no comando do PMDB) alguém que não usa o partido
para se meter nas questões de governo”. Está bom pra vocês? 

(blogger do Garotinho)

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