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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dilma receberá Cristina Kirchner para inauguração de embaixada

Dilma e Cristina posam para fotos durante encontro. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Dilma e Cristina posam para fotos durante um encontro
A presidente Dilma Rousseff receberá na sexta-feira a visita de presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que inaugurará a nova sede da embaixada de seu país em Brasília. Cristina virá à capital brasileira após assistir, junto com Dilma, a posse do novo presidente do Peru, Ollanta Humala, em Lima.
Segundo fontes oficiais, a presidente argentina será recebida no Palácio do Planalto para uma reunião de trabalho na qual darão prosseguimento às conversas que mantiveram em janeiro deste ano, em Buenos Aires, primeiro e único encontro entre as duas, desde que Dilma assumiu a presidência.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, lembrou que a Argentina foi o primeiro país visitado por Dilma como presidente, lembrando a "estratégica importância" que essa nação tem para o Brasil. Os países são os maiores membros do Mercosul, junto com Uruguai e Paraguai, integram e mantêm uma pujante relação comercial. Em 2010, a troca entre os países fechou em US$ 33 bilhões e, no primeiro semestre deste ano, cresceu 27%, segundo dados oficiais.
Essa relação não está isenta de conflitos, como os surgidos nos últimos meses nos setores agrícola e automotivo que, segundo o chanceler brasileiro, serão abordados pelos governantes, mas não como assunto central, pois serão tratados em outros âmbitos oficiais. "Quando existe uma relação comercial intensa, é natural que surjam situações que exigem atenção. É assim que acontece com qualquer relação comercial bilateral da importância desta que temos com a Argentina", afirmou Patriota.
O ministro destacou que existe com a Argentina um "canal de diálogo permanente" entre diversos ministérios que permite resolver as divergências, inclusive as mais recentes, de forma "amistosa" e "harmônica". Segundo fontes oficiais, durante a reunião entre as presidentes, será instalado um Conselho Empresarial integrado por representantes do setor privado de ambos países, com a finalidade de trocar experiências em diversas áreas e desenvolver estratégias comuns para a penetração em outros mercados.
Além disso, serão tratadas questões referentes à cooperação em diversas áreas, entre elas a nuclear, desenvolvida no âmbito da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc), que completou 20 anos este mês.
Após o encontro com Dilma e um almoço no Palácio de Itamaraty, Cristina inaugurará a sede da embaixada argentina em Brasília, um projeto que demorou quase 45 anos para se tornar realidade. O terreno de 2,5 hectares, no qual durante os últimos quatro anos foi erguido o edifício de 4 mil m², foi cedido pelo governo brasileiro em 1968, oito anos depois que a capital foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília.
No entanto, a decisão sobre a construção da embaixada foi tomada somente em 2004, pelo então presidente da Argentina, Néstor Kirchner, falecido no ano passado. Um dos convidados para a cerimônia de inauguração do espaço, que reunirá boa parte da política brasileira, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já confirmou presença.
Fontes diplomáticas argentinas explicaram que a decisão de Cristina de convidar Lula se deve à "forte amizade" que o ex-presidente brasileiro manteve com Néstor Kirchner e que ele foi uma das pessoas que mais insistiram que a Argentina "devia" ter uma sede diplomática própria no Brasil. Até agora, a embaixada argentina havia funcionado em uma casa alugada no bairro Lago Sul, um elegante setor de mansões no qual também está situada a nova sede diplomática.


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